Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 19/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tráfico de pessoas apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos do escritor. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de informação, quanto da desigualdade de gênero. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sob esse viés, é importante pontuar que a ausência de informações sobre os meios seguros de obtenção de trabalho deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que reprimam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre atualmente. Devido à falta de atuação das autoridades, a baixa divulgação dos meios de trabalhos seguros leva à aceitação de serviços que exploram e abusam dos empregados, ferindo seus direitos humanos. Desse modo, torna-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Além disso, é indispensável ressaltar a desigualdade de gênero como promotora do problema. De acordo com o site Folha Uol, 55% das vítimas do tráfico são mulheres, que sofrem desde exploração sexual até trabalho escravo. Partindo desse pressuposto, reforça-se a ideia enraizada na sociedade de inferioridade da mulher, que, nesse caso, facilita a aceitação social da exploração. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, já que essa diferença de gênero contribui para a perpetuação desse quadro degradante.
Torna-se evidente, portanto, como a falta de informações e a desigualdade de gênero desencadeiam situações alarmantes, como o tráfico humano. Nessa maneira, cabe ao Poder Executivo e à mídia divulgarem campanhas de combate a essa atitude, por meio de canais de televisão, redes sociais e jornais. A fim de ajudar as pessoas a reconhecerem e não aceitarem trabalhos que não sejam seguros e, assim, diminuir o tráfico, a coletividade alcançará a Utopia de More.