Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 24/02/2022

A filósofa francesa Simone de Beauvoir afirma que o mais escandaloso dos escândalos é aquele que a sociedade se habituou a ele. Essa afirmação pode ser facilmente aplicada à naturalização do tráfico de pessoas, uma vez que a acomodação agrava esse problema social. Dentre as causas desse quadro estão a ineficiência governamental e a desigualdade social.

Vale ressaltar, primeiramente, que a ineficiência legislativa é uma causa latente desse problema, uma vez que é dever do Governo garantir a segurança de todos.

Nessa lógica, a Constituição de 88 assegura que é obrigação do Estado assegurar o bem-estar da sociedade. Nesse sentido, vale destacar que há uma falha na prática dessa lei, já que esse problema persiste atualmente mesmo após épocas em que o contrabando de pessoas foi considerável desumano, como a escravidão e a Segunda Guerra Mundial, e crime. Isso ocorre devido a falta da aplicação de punições severas e da mentalidade capitalista de criminosos que visam apenas ao lucro e esquecem de sua própria humanidade.

Ademais, a discrepância econômica é uma das causas desse quadro, já que a existência dessa diferença interfere diretamente no modo de vida das pessoas. Nessa lógica, a novela brasileiro “Salve Jorge” aborda isso por meio de Lorena, que recebeu a oportunidade de ir trabalhar em outro país e acabou se tornando vítima do tráfico humano e da prostituição, enquanto a quadrilha enriquecia. Na realidade, esse é um problema persistente e agrava continuamente, já que a desigualdade social e capitalismo clandestino aumentam rapidamente, gerando fonte de renda desumana e inaceitável.

Portanto, é preciso que o Poder Legislativo, junto com as vítimas, promovam um espaço para debate e de reformulação de suas punições, a fim de garantir o fim desse comércio ilegal e o entendimento social sobre a gravidade do problema. Além dessas ações, o Poder Executivo deve fiscalizar a aplicações dessas punições com a participação ativa da sociedade por meio da divulgação de enquetes em redes sociais, como Instagram, sobre o funcionamentos dos atos supracitados. Assim, será possível assegurar a segurança da sociedade brasileira.