Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 12/02/2022

De acordo com o filósofo iluminista Immanuel Kant, cada ser humano é instituído de dignidades, valores que estão acima de qualquer preço, e deve ser tratado como um fim em si mesmo. Apesar disso, cidadãos brasileiros ainda são vítimas de tráfico humano, caracterizando uma violação do seu direito à uma vida digna. Nesse sentido, essa problemática persiste devido à impunidade que favorece os traficantes e à falta de divulgação sobre a manutenção desse ato repudiado.

Em primeiro lugar, a ausência de leis rigorosas que punam os transgressores caracteriza-se como um complexo dificultador para o respeito da liberdade inalienável de cada indivíduo. De acordo com o historiador israelense Yuval Noah Harari, em sua obra “Sapiens - Uma breve história da humanidade”, as punições direcionadas aos violadores das leis em diversas sociedades ao longo da história permitiram a criação de uma ordem social. Nessa perspectiva, permitir aos indivíduos cometer atos despudorados sem sofrerem medidas corretivas cabíveis ameaça a ordem geral, uma vez que tais marginais podem voltar a cometer o mesmo crime futuramente.

Ademais, a baixa exposição midiática acerca dessa ação ilegal dificulta à sociedade brasileira compreender a gravidade desse ato criminoso. Nesse viés, é importante relembrar a importância da mídia como fator movimentador de mudanças, a exemplo da rápida divulgação e democratização dos ideais iluministas que culminou na Revolução Francesa de 1789 de forte cunho popular. Dessa maneira, é indispensável a conscientização da população brasileira sobre essa infração aos direitos civis para a resolução efetiva dessa questão.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o problema. Para isso, O Ministério da Justiça deve criar uma campanha nas redes sociais exibindo a realidade das vítimas do tráfico humano, permitindo-as compartilhar tal experiência a fim de sensibilizar a sociedade sobre a importância de combater esse delito. Assim, dar-se-à um mais um passo rumo a uma sociedade respeitadora da dignidade humana.