Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 21/02/2022
O tráfico humano envolvendo o Brasil não é novidade, desde o período colonial muitos indivíduos eram tirados à força de sua terra natal para trabalharem de maneira escrava. Porém, a realidade atual é que, por causa da falta do mínimo para sobrevivência e de pouca impunidade, muitos brasileiros acabam entrando nas rotas de tráfico humano, sendo enganadas por terceiros ou até de maneira forçada. Isso é aterrorizador, visto que uma dessas rotas é a de tráfico de órgãos. O tráfico humano será combatido por meio do estado e por leis mais severas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil em 2021 foi de 12,1%. Esse indicador agrava muito a questão, como resultado, diversas pessoas movidas pelo desespero aceitam qualquer tipo de proposta desconexas da realidade, em que o empregador oferece um ótimo salário, passagens e toda a burocracia totalmente resolvida, consequentemente acabam caindo no trabalho forçado. Medidas tomadas para a geração do emprego auxiliarão os cidadãos para que não necessitem ir atrás dessas ofertas, desse modo evitando a escravidão contemporânea.
Segundo o filósofo modernista, Jonh Locke “Onde não há lei não há liberdade.” No contexto atual, a falta de políticas punitivas acabam por incentivar os criminosos a continuarem suas infrações sem qualquer tipo de preocupação e temor nesse ambiente predatório e altamente lucrativo. Outrossim, por essa impunidade, uma parcela das vítimas preferem não denunciar, uma vez que na maioria das vezes não acontece nada e pelo temor de retaliação dos infratores.
Fica claro, portanto, a necessidade ações que dificultem o tráfico humano. Cabe ao Ministério da Economia, promover intervenções que facilitem a geração de trabalhos, através de concursos públicos e da abertura de mercado, a fim de diminuir progressivamente o número de pessoas que procuram em mercados alternativos. Idem, o Ministério da Justiça é responsável por tornar as leis mais severas, contribuindo assim, por provir um ambiente mais seguro.