Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 02/04/2022
Na Antiguidade, os povos dominados eram tráficados e vendidios como escravos, o que após o grande crescimento do Império Romano tornou o contrabando e a escravidão de pessoas, as principais bases das sociedades da época. Infelizmente, semelhantemente ao período apresentado, a alta lucratividade do tráfico humano, além da desinformação populacional sobre o assunto, perpetua essa prática na contemporâneidade. Dessa forma, é mister não só combater o mercado ilegal de pessoas no Brasil, mas também fortalecer essa discussão na educação.
Em primeiro lugar, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o mercado ilegal de pessoas é o terceiro mais lucrativo do mundo. Nesse sentido, o interesse por esses ramos é latente na sociedade, visto que a diversidade de destinos e utilidades do capital humano, desde a venda de orgãos à exploração sexual, impulsiona a adesão de novos membros a essses meios. Desse modo, ratifica-se o descrito pelo filósofo alemão Karl Marx, “tudo é mercado”,logo, até os próprios cidadãos tornam-se moeda de troca na sociedade capitalista.
Ademais, a desinformação social acerca do tráfico humano, intensificada por esteriótipos e mitos, dificulta ainda mais o combate a esse crime. Nessa conjuntura, assim como apresentado por Danni Boggione, em seu canal do youtube de mesmo nome, no qual conta relatos de brasileiras vítimas de golpes na internet, dentre elas de tráfico humano, consta que no Brasil a população não acredita que os sequestros ocorrem em espaços públicos movimentados, o que impulssiona ainda mais essas práticas. Potanto, é imprescindível discutir o contrabando ilegal de pessoas nas escolas.
Depreende-se, por fim, que o tráfico humano deve ser combatido no país. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação proporcione uma maior discussão sobre o mercado ilegal de pessoas nas salas de aula, através de rodas de debate, mediadas por professores de Sociologia, os quais não só ensinarão a criminalização desses atos, mas também como agir ao presenciar algo semelhante. Tudo isso, com o objetivo de dificultar cada vez mais a ação dos criminosos e, com isso, acabar com o tráfioco de pessoas no Estado.