Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 25/03/2022
A telenovela brasileira “Salve Jorge”, retrata a história de Morena, uma jovem mãe que sai em busca de melhores condições de vida e acaba sendo traficada contra a sua vontade. Desesperada para fugir, Morena pede socorro para muitas pessoas mas não recebe ajuda. Nesse conceito, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da insuficiência legislativa e a má formação da mentalidade social.
Nesse cenário, primeiramente, percebe-se a insuficiência legislativa presente no tráfico humano no Brasil. Para Pierre Bourdieu, a estrutura social é um sistema hierárquico; quem está no poder quer continuar lá e por isso faz o possível para que continue assim. Efetivamente, esse pensamento assemelha-se com a atual situação vivenciada no Brasil, onde existe uma lei que combate todo e qualquer tipo de tráfico, mas a impunidade ainda prevalece muitas vezes em detrimento de quem usufrui. Assim, é preciso que a legislação brasileira seja mais rigorosa.
Em paralelo, a má formação da mentalidade social é um entrave no que tange ao tráfico humano em questão no Brasil. Para a filósofa Djamila Ribeiro, “O silêncio é cúmplice da violência “. Tal silêncio está presente no escasso exercício da denúncia ao tráfico de pessoas, visto que ainda existe uma parcela da população com o pensamento em que muitas mulheres estão naquela vida porque querem, e possuem receio em denunciar quando são abordadas por perdidos de ajuda. Diante disso, é preciso que o silêncio deixe de ser cúmplice da violência, e o exercício da denúncia se amplie.
Desarte, medidas são necessárias para intervir sobre os problemas abordados. Para isso, é necessário que ONGs em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado criem projetos sociais, com acolhimento e incentivo a denúncias por parte da população, a fim de atualizar a mentalidade social sobre o tráfico humano. Tal aplicação pode, ainda, ser divulgada em jornais eletrônicos e propagandas midiáticas. Dessa forma, o silêncio deixará de ser cúmplice da violência, diferente da opnião abordada por Djamila Ribeiro.