Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 18/05/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de problemas e conflitos. Entretanto, na realidade atual, observa-se o oposto do que o autor prega, uma vez que o tráfico humano apresenta barreiras, as quais impossibilitam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal quanto do consumo desenfrado. Logo, é fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro plano, é funcral pontuar que o tráfico de pessoas deriva da baixa atuação dos órgãos governamentais no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir segurança e bem-estar a população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, o tráfico humano continua a acontecer sem que os responsáveis pelo crime sejam responsabilizados . Desse modo, é mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.
Ademais, é imperativo ressaltar o consumismo como promotor do problema. De acordo com dados divulgados pela Câmera Legislativa, cerca de 35% dos tráficos humanos tem como finalidade mão de obra escrava. Partindo desse pressuposto, empresas que visam o lucro e optam por mão de obra barata, como lojas de departamento, têm mais tendência em recorrer ao uso de tráfico de pessoas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o hiperconsumo em lojas de fast-fashion faz com que a necessidade de mão de obra aumente cada vez mais, o que contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para amenizar a situação. Dessarte, no intuito de mitigar a problemática, o Ministério da Cidadania em parceria com a mídia - principal veículo de informação- devem promover propagandas televisivas em horário nobre e publicações nas principais redes sociais de forma didáticas e informativas sobre o tema, no intuito de alertar e informar a população sobre os perigos do tráfico humano. Somente assim, atenuar-se-à em médio a longo prazo os impactos nocivos do problema e a coletividade alcançará a Utopia de More.