Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 08/06/2022
A novela “Salve Jorge” já transmitida na Rede Globo, retratava sobre o tráfico de pessoas, onde uma moça de baixa renda, interpretada pela atriz Nanda Costa, foi traficada. Paralelamente a essa trama, no Brasil, muitos indivíduos também são recrutados. Nesse sentido, isso ocorre devido as leis de proteção humana do país serem ineficazes somado a falta de esclarecimento das pessoas que são facilmente enganadas e tornam-se vítimas dessa realidade.
Deve-se destacar, primeiramente, que a Constituição Federal garante a segurança de seus cidadãos. Entretanto, essa lei não é bem efetivada, pois muitos indivíduos estão a mercê de organizações do tráfico de pessoas, sobretudo aqueles com ínfimas condições financeiras e que residem nas regiões mais pobres do país. Nesse contexto, esse público é manipulado a aceitarem propostas de trabalho, que na verdade se tratam de tráfico humano para posterior exploração. Assim, as populações mais inassistidas pelo Estado, são as maiores vítimas do crime em questão.
Além disso, segundo o sociólogo espanhol Manuel Castells, o mundo vive atualmente “A era da informação”, onde a base de todas as relações se estabelece através da informação e da sua capacidade de gerar conhecimentos. Contudo, muitos indivíduos estão condicionados a serem enganados e, por conseguinte, recrutadas para a exploração, por não terem esclarecimentos sobre a existência e como ocorre o crime em discussão. Logo, o debate sobre como acontece e como evitar a ocorrência disso é imprescindível para que os casos de tráfico de pessoas sejam reduzidos.
Portanto, urge que o Estado, por meio de vistorias dos órgãos de segurança pública, atue nas regiões carentes do país, a fim de impedir a entrada de facções que conduzem o tráfico de pessoas. Ademais, cabe ao Ministério das Comunicações, por intermédio de propagandas, realizadas por autoridades junto a pessoas que já foram vítimas do tráfico, relatar as características dos manipuladores e suas estratégias para persuadir os indivíduos, com o objetivo de informar os cidadãos para estes não se deixarem enganar por eles.