Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 29/06/2022
Durante o período colonial, milhares de pessoas foram trazidas da África para realizar trabalho escravo no Brasil. Com o passar do tempo, essa prática desumana foi abolida e, atualmente, a Constituição federal garante o direito ao bem-estar físico e mental para todos os cidadãos. No entanto, o tráfico humano persiste no território nacional, especialmente em razão dos casos de aliciamento on-line, que podem ser evitados por meio do compartilhamento de informações preventivas sobre o tema.
Antes de tudo, é preciso observar os perigos da internet com relação ao tráfico humano. Sob esse viés, o Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes apontou que o ambiente virtual é o local mais comum para recrutamento das vítimas do crime em questão. Nesse hrizonte, é comum que os criminosos se aproveitem do anonimato para criar perfis fictícios em redes sociais e aplicativos de conversação, a fim de aliciar e manipular os usuários, principalmente por meio de falsas propostas de emprego e relacionamentos virtuais.
Outrossim, é válido pontuar a falta de informação na sociedade. Nesse sentido, Jacques Bossuet afirma que a ignorância é a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras. Assim, conforme o pensamento do autor, percebe-se que a desinformação populacional sobre o combate e a incidência do tráfico humano torna-se extremamente nociva, uma vez que pode contribuir ainda mais para a ocorrência de novos crimes. Isso ocorre pois, nesse cenário, as vítimas não só se tornam mais vulneráveis às formas de aliciamento usadas pelos criminosos, como também desconhecem a existência dos mecanismos de denúncia.
Portanto, faz-se mister reverter o quadro atual. Para tal, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, educar os internautas sobre a existência de tais crimes. Essa atividade deve ocorrer por meio de campanhas nas redes sociais com postagens que informem os principais mecanismos de manipulação usados pelos criminosos, bem como os contatos para realização de denúncias. Dessa maneira, os cidadãos estarão menos sucetíveis aos golpes e os traficantes serão denunciados e penalizados conforme a lei. Por fim, o tráfico humano se limitará a uma realidade do passado colonial no Brasil.