Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 27/06/2022
O sociólogo Darcy Ribeiro dizia que o Brasil possuí uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna nossa sociedade enferma de desigualdade e descaso.
No que concerne ao tráfico humano em questão no Brasil, é possível ver que a desigualdade, fruto da perversidade que Darcy cita, está resultando em atos ediondos que violam os direitos humanos e que privam o ser violado da qualidade de vida, liberdade e felicidade.
A priori, tem-se o contrabando de pessoas para que as mesmas trabalhem em favor de classes ou instituições com grande poder aquisitivo. O que contrasta com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito. Em suma, é visto que a classe dominante se apropria e silencia aqueles cuja as condições de vida são precárias e também não possuem meios para se defender de tal crueldade. Ademais, tal ato criminoso tira a liberdade do cidadão em vista do lucro e bebefício próprio, um reflexo do descaso previamente dito.
Além disso, a qualidade de vida da vítima é comprometida, levando por vezes a problemas físicos e emocionais. Segundo a Constituição de 1988, todos têm direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade. Desse modo, ao comercializar um ser humano, seus direitos lhes são tirados, ele é submetido a serviços análogos a escravidão onde seu bem-estar e saúde não são considerados. Inegavelmente, assim como todos os atos violentos, essa apropriação deixa marcas irreparáveis.
Conclui-se que, é necesário o fim das organizações clandestinas de tráfico, e também, ao liberar os cativos, oferecê-los à melhores condições de vida. Portanto, é dever do Governo por meio de organizações militares, investir em pesquisas, investigação e intervenção em massa para encontar e deter os responsáveis. De igual modo, é dever do Governo por meio do Poder Executivo assistir as vítimas com programas de apoio que ofereçam moradia e emprego. Só assim as organizações ilegais serão detidas e ao dar oportunidade às vitimas, a desigualdade que leva à violação diminuirá.