Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 13/07/2022
No período pós - segunda guerra mundial, diante da violência do conflito e do genocídio judaico promovido pela Alemanha nazista, a Organização das Nações Unidas criou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, na qual registrou os direitos fundamentais inerentes às pessoas, como a liberdade e o direito de ir e vir. Entretanto, a contemporaneidade brasileira mostra que tais direitos são prejudicados pelo tráfico humano presente no país, o qual se sustenta apoiado na desigualdade socioeconômica existente na nação e na falta de perspectiva de vida que acomete as pessoas traficadas.
Primeiramente, Monteiro Lobato critica a exploração apoiada na vulnerabilidade humana em " Negrinha “. No conto, a personagem a qual o entitula é uma menina pobre e filha de escravos que vive na casa de D. Anastácia, uma senhora abusiva e violenta a qual explora sua mão de obra nas tarefas domésticas. De maneira semelhante, os traficantes de seres humanos se aproveitam de pessoas vulneráveis socialmente para aliciá-las em prol de atividades exploratórias, como a prostituição e o trabalho análogo à escravidão. Dessa forma, os indivíduos traficados são privados de uma vida livre e digna em favor da rentabilidade de uma atividade criminosa.
Nesse contexto, segundo o Governo Federal, o tráfico humano vitimou 475 pessoas no Brasil entre os anos de 2005 e 2011. No entanto, a ausência de ações do poder público no combate às desigualdades socioeconômicas do país e que dêem perspectivas de trabalho digno, de renda e de educação às pessoas mais pobres, além da falta de incentivo da população em denunciar o tráfico, contribui para a permanência deste cenário na nação.
Por fim, visando ao combate do tráfico humano no Brasil, o Ministério da Cidadania poderia combater as desigualdades as quais permeiam a sociedade brasileira por meio do fortalecimento financeiro de programas de distribuição de renda como o Auxílio Brasil, além de criar programas sociais que fomentem a geração de postos de trabalho dignos para pessoas de baixa renda. Ademais, a mídia poderia incentivar a população a denunciar o tráfico humano por meio da veiculação de campanhas na televisão e no rádio as quais abordem este tema.