Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 03/08/2022

Na obra “Utopia” do escritor inglês Tomas More, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporanêa é o oposto do que o autor prega, uma vez que há em questão no Brasil o tráfico humano, acarretando inseguranças para a população. Isso se dá devido á falta de debate, como tambêm por questões políticas.

Sob esse viés, é válido ressaltar o silenciamento sobre essa causa. Nesse Seguimento, o filósofo Habermas faz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, é notório uma lacuna em torno de debates á respeito do tráfico humano no país, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer á pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele, e os desafios relacionados ao combate do tráfico de pessoas seriam cada vez mais irrelevantes.

Ademais, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o tráfico humano. Nesse sentido, sem a intervenção do estado o probllema torna-se mais difícil de ser resolvido. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, o que infelizmente é evidente no país.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção á todos os cidadãos brasileiros. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivas, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem ameaças e perseguições, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. Assim, tornar-se á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna carta.