Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 29/08/2022
No limiar do século XVI, início do período colonial brasileiro, práticas pútridas como o tráfico negreiro se instalaram no país e perduram até os dias atuais com cerca de 72% das vítimas sendo pessoas negras. Esse ato consiste, em tese, no transporte, agenciamento e/ou venda de pessoas para exploração sexual ou trabalho escravo. Nesse sentido, pela falta de medidas governamentais e muitas vezes pela comodidade da própria sociedade, esse problema continua tomando espaço no país.
Sob esse viés, nos arredores da cidade de João Pessoa na Paraíba, o jornal da emissora Globo reportou casos de negócios com menores de idade para fins sexuais. Tal prática se enquadra como comércio clandestino, pois os organizadores “alugam” as crianças e adolescentes para serem exploradas sexualmente. A partir disso, nota-se que a prática persiste principalmente nas regiões periféricas do país, com pouca atenção governamental e déficit de medidas combatentes.
Ademais, além de ser um assunto pouco repercutido, foi romantizado no filme “365 dias”, quando o mafioso rapta e transporta uma mulher para lhe satisfazer sexualmente. Esse longa metragem, transforma o contrabando em uma situação “romântica” ao passo que esse homem faz de tudo para que ela se apaixone por ele, influenciando uma visão pacífica do espectador em vez de um olhar crítico e repudiante. De tal forma, o crime vai sendo visto com menos impacto e mais normalidade pela sociedade que deveria abominar o caso.
Portanto, visto que o tráfico de pessoas é um problema que persiste no Brasil, medidas devem ser tomadas. Dessa forma, cabe ao Governo Federal (órgão responsável pela segurança nacional) junto aos governos municipais, criarem campanhas conscientizadoras que incentivem a denúncia. Tal ação deve ser divulgada nas escolas (principalmente as escolas da área rural e periférica), nas ruas (em formato de banners) e nas emissoras de TV (para um maior alcance). Além do mais, a Polícia Federal deve, a partir das denúncias efetuadas, ser direcionada à descoberta e destruição dos grupos organizadores, afim de que cada vez mais situações como a de João Pessoa sejam tratadas e o tráfico seja seja eliminado da sociedade brasileira.