Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 10/09/2022

No século XVI, muitos negros africanos foram tirados das suas próprias nações para tornarem-se escravos nas colônias europeias. Todavia, apesar de passados anos, ainda hoje, um dos negócios que mais geram lucros, é o tráfico humano. Tal situação ocorre, pela imensa desigualdade social existente na sociedade e pela falta de transparência dos casos. Dessa forma, possibilita a continuidade desse crime na contemporaneidade.

Primeiramente, vale ressaltar que a maior parte das vítimas do tráfico humano são pessoas de baixa renda. Apesar da Constituição Federal declarar que todos são iguais perante a lei, é notório que atualmente a realidade é diferente. Evidentemente, a falta de oportunidades para ascender socialmente causa um grande desespero aos cidadãos, assim, ficam vulneráveis às propostas de empregos falsas que são ofertadas por traficantes. Nota-se então que, a desigualdade social favorece grandemente para que esse mercado ilícito persista no Brasil e no mundo.

Ademais, segundo Stephen King, é necessário aprender com o passado para não repetir os mesmos erros no futuro. Visto que na Antiguidade a venda e compra de seres humanos eram considerados uma comercialização comum, é fundamental que na atualidade esse tipo de mercado deixe de existir. Porém, como essa violação é algo que ocorre de maneira velada e não há tantas informações sobre os casos, dificulta a proteção de indivíduos e a ação contra esse crime. Assim, facilita o “trabalho” dos traficantes para a continuidade desses casos desumanos.

Portanto, faz se necessário soluções para esse impasse. Posto isso, cabe ao Governo Federal, instância de maior poder administrativo, criar projetos de inclusão no mercado de trabalho, com a colaboração de empresas nacionais, na qual seria ofertado cursos profissionalizantes e, concomitante, auxílio na inserção em empregos, com salários dignos e oportunidade de ascender economicamente, por meio da criação de leis mais favoráveis ao proletariado. Além disso, em parceria com os professores, ensinar aos jovens, através de palestras em escolas, como se proteger desses criminosos e também a denunciar esses casos. Espera-se que, assim, o tráfico humano diminua gradativamente e deixe de existir no futuro.