Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 12/10/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se ausenta de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, tendo em vista que o tráfico humano ainda é uma questão gravíssima no Brasil. Esse antagônico é fruto tanto da ausência de atuação estatal, quanto da desigualdade econômica.

Precipuamente, é fucral pontuar à baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Globalização e as consequências humanas”, a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle do Estado. Devido à ausência de atuação das autoridades, o Brasil ainda se encontra com o índice muito elevado de tráfico humano, sendo as principais vítimas, pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social. Dessa forma, faz-se mister a reformulação estatal de forma urgente.

Ademais, é fundamental apontar a desigualdade econômica como outro fator que contribui para a manutenção do tráfico humano no Brasil. Partindo desse pressuposto, o tráfico de pessoas sobrevém a população mais afetada na pobreza, pois além de haver a desigualdade econômica no país, há também o fato de milhões de pessoas estarem desempregadas no Brasil. Dessa maneira, permitindo que a sociedade fique mais propensa a ser vítima desse crime, já que geralmente é oferecido uma oportunidade de emprego à essas pessoas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Dessarte, com o intuito de mitigar o tráfico humano, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Economia, será revertido em criação de empregos e aumento do salário mínimo, através de uma reunião com o presidente da república. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do tráfico de pessoas, e a coletividade alcançará a Utopia de More.