Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 24/10/2022
Castro Alves, em sua obra “Navio Negreiro”, retrata a dura realidade dos negros que eram retirados de suas terras natais apenas para serem explorados, tendo sua liberdade individual cerceada. Infelizmente, o tráfico de humanos ainda persiste mesmo no atual século e com objetivos similares: a exploração laboral e sexual. Dessa forma, é imprescindível que tal grave realidade seja revertida, pois suas consequências para o indivíduo e sua família são uma cicatriz muitas vezes inapagável.
Primeiramente, é importante denotar que o tráfico de humanos já foi algo aceito socialmente, porém, devido ao “Aukflarung” (esclarecimento) social resultante do Iluminismo, isso foi revertido. Por exemplo, a Lei Eusébio de Queiroz, que repreendia o tráfico de africanos devido às pressões da Inglaterra iluminista, data do período imperial brasileiro. Atualmente, é de conhecimento global que a privação da vida indivual é errada, pois transforma o humano em uma mercadoria, fazendo-o atuar em atividades contra sua vontade, explorando seu direito mais básico: a liberdade. Por outro lado, a atividade comercial do tráfico é muito rentável, mesmo sendo iliícita.
Por conseguinte, diversas redes de comércio humano ilegal ainda perduram, acometendo principalmente as camadas sociais mais pobres, com promessas de ascenção social, e as mulheres, para exploração sexual. Desse modo, é imprescindível que a população esteja consciente acerca da immportância da autopreservação, não engajando em atividades de risco, como aceitar propostas escusas de empregos no exterior, ou relacionar-se com estranhos desconhecidos. Diante disso, torna-se evidente a importância do Princípio da Fraternidade da Constituição Cidadã ,denotando que apenas a força coercitiva do Estado não é suficiente, sendo necessária participação social para resolução da problemática.
Logo, denota-se a importância da autopreservação para evitar o tráfico humano no Brasil. Portanto, a Mídia Televisiva, meio de comunicação mais popular dentre os brasileiros,deve promover campanhas de conscientização por meio de ficção engajada, como novelas e séries, com o fito de educar a população acerca das maneiras de se evitar a exploração de suas liberdades.