Tráfico humano em questão no Brasil
Enviada em 31/10/2022
A “Teologia do traste”, vista no exemplar de Manoel de Barros, valoriza as causas esquecidas e ignoradas pela sociedade. Fora da obra, ao observa a temática do tráfico humano em questão no Brasil, nota-se que esse ideal não é efetivado, o que potencializa a permanência dessa realidade. Nesse viés, a fim de atenuar os males dessa problemática, é necessário abordar a negligência estatal e, consequentemente, a carência de políticas públicas.
De início, é nítido que a negligência estatal está atrelado a persistência do tema em questão, na medida em que falta fiscalizações eficientes devido a grande quantidade de pessoas que viajam constantemente. Sob esse prisma, conforme o conceito de “Mortificação do eu”, do sociologo Erving Goffman é possível entender o que acontece no corpo social que induz o indíviduo a ter um comportamento alienado. Tal preceito, afirma que, por influência de fatores coercitivos, o indivíduo perde o seu pensamento individual e se junta a uma massa coletiva. Desse modo, dentro do contexto do tema em questão, evidencia-se que o ser humano passa a estereotipar essa realidade como frequente e normal.
Por conseguinte, percebe-se uma carÊncia de políticas públicas, visto que como afirmado no parágrafo anterior, a negligência ocorre devido a falta de ações que mitiguem esse quadro caótico. Nesse sentido, a " Atitude Blasé"- termo proposto pelo sociólogo alemão Geog Simmel- o sujeito passa a agir com indiferença em meio a situações que ele deveria dar atenção, pois ele não percebe que está sendo alienado pelo Estado. Nesse raciocínio, entende-se que, ao investigar a permanência do determinismo e o tema em questão, o sujeito passa a adotar essa “atitude”, tornando- se inerte e passivo com a problemática.
Depreende-se, portanto, que o tema em questão seja combatido. Destarte, o Governo Federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes, deve, por meio de subsídios como por exemplo financeiros, realizar a capacitação de profissionais de segurança além de garantir a contratação, como por exemplo de agentes federais, com a finalidade de garantir um corpo social livre do tráfico humano. Feito isso, felizmente, a “teologia’’ de Manoel de Barros poderá ser alcançada.