Tráfico humano em questão no Brasil

Enviada em 30/11/2022

Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. - Ao observar o discurso do filósofo chinês Confúcio, nota-se como o silenciamento faz com que os problemas antigos prevaleça na sociedade. Nesse sentindo, o tráfico humano está diretamente ligado a uma violação física e mental do ser humano, evidenciando uma falha governamental em garantir um dos direitos básicos da vida: a liberdade.

Primeiramente, é necessário problematizar o efeito que o tráfico humano causa na saúde mental das vítimas. Nesse contexto, é possível citar o conceito de “retificação” de Karl Max, que significa tratar algo como objeto, neste caso, o ser humano. Por isso, ao relacionar esse conceito com o tráfico humano, compreende se uma população com perda de identidade, incapaz de possuir qualquer direito humano, visto que torna-se um objeto com proprietário.

Ademais, a ineficiência governamental também é um fator que potencializa essa desarmonia supracitada, já que é possível citar Michel Focalt com sua ideia de “vigiar e punir”, visto que o estado falha em garantir medidas eficazes de supervisionamento nas fronteiras e aeroportos. Dessa forma, essa é a consequência: um cenário caótico e desequilibrado, haja visto que o recrutamento indesejado persiste e simboliza um fracasso governamental.

Desse modo, fica evidente que a violação dos direitos humanos e a ineficiência governamental são as problemáticas do tráfico humano, logo são necessárias mudanças. Para tanto, a Polícia Federal deve se especializar em linguagens corporal e saber de forma sucinta as diversas propostas falsas usadas para o tráfico humano, por meio de perguntas casuais nas fronteiras e aeroportos. Nesse viés, o intuito de tal medida é diminuir drasticamente a quantidade de pessoas traficadas. Feito isso, o governo evita cometer novos erros.