Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 04/10/2018

Desde a Revolução Sexual em 1970, ocorreu no mundo uma maior liberdade de grupos sociais que antes vivam escondendo sua sexualidade.Apesar desse grande marco histórico, os transexuais continuam lutando por seus direitos, pois não só a violência, mas também a falta de apoio no mercado de trabalho são problemas diários na vida dessas pessoas. Diante disso, é preciso que poder público e sociedade se unam para sanar tais obstáculos.

Em primeiro plano, a violência sofrida por esse grupo é assustadora. Uma vez que, não muito diferente da Síria, onde transexuais morrem simplesmente por reafirmar sua identidade, no Brasil esses casos estão cada vez mais constantes. Fato esse que o discurso de ódio e preconceito tão reafirmado com as redes sociais, o leva uma sensação maior da inexistência de impunidade, acarretam, só em 2016, 343 vítimas de tais violências, tendo um aumento de 200% desde 2000, segundo o Grupo Gay da Bahia. Nesse sentido, tais índices mostram o brutal ato de violência sofrido pelas pessoas trans que só queriam ser tratadas pelo mundo como sentem como indivíduo. Logo, é urgente que o poder público conceda segurança instituída pela Constituição Federal.

Em paralelo a isso, a ausência de mercado de trabalho formal para tal grupo, os coloca sempre a margem social. Dado que, pela carência de apoio governamental, por não ter uma organização do trabalho que inclua-os no mercado, bem como pela negação de muitas grandes empresas em aceitar um transexual por discriminação. Desse modo, tais pessoas ou renegam sua identidade para conseguir o emprego, ou aceitam-se como tal e trabalham no mercado informal. Nesse sentido, por consequência dessas escolhas, de acordo com a Associação Nacional de transexuais, Antra, cerca de 90% das pessoas trans recorrem a prostituição uma vez na vida. Com dados tão alarmantes, é necessário  que a sociedade acolha essas minorias para que elas possam ter um emprego digno segundo a ONU.

Urge, portanto, que a a transfobia gera violência e empregos informais. Para tanto, é urgente que a polícia federal crie setores específicos para tratar da violência contra essas minorias, de modo que seja mais eficiente e punitivo, não tendo espaço para impunidade, para que diminua aquelas taxas a ponto de tender a zero. Além disso, o Ministério do trabalho, aliado a universidades federais, deem cotas no mercado de trabalho em todas as atividades econômicas com o intuito de as empresas não negarem sua força de trabalho por motivos pessoais preconceituosos os livrando da informalidade, para que com o passar dos anos, tal grupo adquira sua liberdade sem a necessidade de uma ação afirmativa do governo. Somente assim, com tais medidas, ocorreram dois marcos históricos na história da humanidade para os transexuais, contadas com louvor nos livros da nação brasileira.