Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 16/10/2018
“Deus criou Adão e Eva, apenas homem e mulher”. “Esse negócio de transexualidade não existe”. “Está fazendo isso só para chamar atenção”. Em uma sociedade contemporânea, na qual o preconceito é tão enraizado, frases como essas não são incomuns de serem ouvidas. Infelizmente, pensamentos conservadores ainda têm pleno poder no meio social, o que limita as liberdades individuais.
Embora haja matérias que colocam em pauta a transexualidade sendo um fenótipo de um gene (como no G1), a discriminação está longe de deixar de existir. Pessoas da comunidade LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e etc) passam por constrangimentos diariamente. As travestis e transexuais são os que mais lutam, visto que suas identidades de gênero divergem de seus sexos biológicos e, frequentemente, agem de acordo com este em detrimento daquele, através de atos como, por exemplo, usar vestido (peça considerada “feminina”) quando, na realidade, identificam-se como homens, por medo de atitudes de terceiros.
Além disso, estão sujeitos a lidar com a transfobia no mercado de trabalho. É dessa forma que são marginalizados e se rendem à prostituição. Segundo dados da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 90% desse grupo se prostitui. Ademais, o Brasil é o país que mais mata as travestis e transexuais no mundo, de acordo com pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia.
Logo, medidas fazem-se necessárias para a resolução do impasse. É necessário, por parte do Poder Legislativo, um projeto que promova a criminalização da LGBTfobia, para que haja punição aos intolerantes. Ainda, o Ministério da Educação deve se responsabilizar por projetos que ensinem, aos alunos do ensino fundamental, o respeito à diversidade, pois, segundo Immanuel Kant: “O ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Assim, formarão cidadãos que prezem pelo respeito e igualdade, em prol de uma sociedade mais pacífica.