Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 11/10/2018

Segundo uma ONG europeia, o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de transexuais. Essa triste constatação recebe reforços quando há o resultado quantitativo: 868 mortes por causa da identidade de gênero. Nesse contexto, é de extrema importância analisarmos como o preconceito destrói vidas.

Primeiramente, destaca-se como o estigma social da divisão entre “coisas de menino” e “coisas de menina” acarreta, desde a infância, a transfobia. Em 2014, um pai espancou uma criança de 8 anos até matá-la, pois esta usava roupas “femininas”. Isso aconteceu, principalmente, por causa do tabu social ou, até mesmo, pelo possível pensamento de que tal identificação com o sexo oposto fosse uma doença.

Entretanto, após 28 anos, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que a transexualidade não é uma doença mental. Tal afirmação é uma verdadeira revolução no mundo LGBT, mas nem todos da sociedade lidam com essa notícia de forma positiva. Por conseguinte, referem-se à transexuais como transexualismo, em que o sufixo “ismo” está relacionado a doença.

Assim, torna-se evidente que as condutas da sociedade perante à pessoa trans precisa ser revisada. Em razão disso, o Ministério da Educação deve incluir o tema dos grupos LGBTs nas pautas escolares, como em trabalhos em grupo, para que, assim,  a turma desconstrua os preconceitos desde o aspecto educacional. Ademais, o Ministério da Saúde deve divulgar a constatação recente da OMS, por meio de outdoores, com frases que transmitam a mensagem que a transexualidade não é doença. Com essas medidas, haverá a amenização dos crimes contra essa minoria.