Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas(ONU) em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos, em vigor até os dias atuais, prevê o acesso, sem distinções, a respeito e ao bem-estar social. Conquanto, a transfobia, neste país, impede que essa parcela da população não tenha esses direitos efetivados. Nessa esteira, nota-se que isso é uma problemática, devido ao mau cumprimento da Constituição Federal e ao excesso de individualidade.

Inicialmente, o mau cumprimento da Constituição Federal de 1988 é a principal causa do problema. Ou seja, os artigos garantem direito à qualidade de vida e ao respeito. No entanto, a intolerância às diferenças, viola esse direito, principalmente no que se refere a transgêneros, travestis e transexuais, tendo em vista os casos de violência física e verbal que acontecem com esses grupos. Dessa forma, é inadmissível que, em uma sociedade tão miscigenada, haja preconceito com a própria pluralidade, pois, cerca de 60% dos grupos, segundo o Inep, já sofreu transfobia.

Além disso, toma-se o excesso de individualidade como impulsionador do problema. De maneira análoga ao pensamento Freudiano na obra, “Psicologia das Massas  e Análise do Eu”, de que a sociedade suprime o próprio ego e passa a agir pensando apenas em si e tendo repulsa às diferenças. Analogamente, as pessoas criam a ideia de que apenas seu modo de agir é correto e passam a desrespeitar os transgêneros, transexuais e travestis, através de piadas, discursos odiosos e a própria violência. Entretanto, tais atitudes são inaceitáveis e devem ser extintas.

Portanto, diante dos fatos supracitados, nota-se que a transfobia deve ser combatida no cenário nacional. O Ministério da Educação deve implementar campanhas de respeito à diversidade, por intermédio de apresentações artísticas, jogos e gincanas- uma vez que essas atividades tem enorme poder transformador- com distribuição de materiais on-line e presenciais sobre transfobia, a fim de diminuir a potencialização da problemática e respeitar a Declaração dos Direitos Humanos.