Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 31/01/2019

Segundo o filósofo inglês John Locke, todo indivíduo tem direito à vida, liberdade e propriedade. Entretanto, no território brasileiro, os grupos de transgêneros e travestis são privados deles, tanto por falta de oportunidades profissionais quanto o conhecimento insuficiente do conjunto social que contribuem negativamente para aumento de crimes transfóbicos.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro da Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil lidera assassinato de pessoas trans no mundo. Isso evidencia o aumento da exposição nas redes sociais e pessoal de forma pejorativa, o que causa falta de empregos e consequentemente a exclusão do tecido social. Infelizmente, muitos vêem a prostituição como sustento financeiro, expostos à violência, drogas e abusos que, na maioria das vezes, não são punidos.

Além disso, problemas com a família devido à falta de aceitação leva pessoas trans para as ruas, o que negligencia a propriedade que é por direito para todos, segundo Locke. Ou seja, a falta de entendimento apresenta-se como impendimento para a prática dos Direitos Humanos, garantidos pela ONU (Organização das Nações Unidas), além da falta de leis específicas para punição dos crimes.

Diante disso, o Ministério da Justiça, deve elaborar leis de empregabilidade para pessoas trans, por meio de reuniões com empresas e parcerias que rendam a inclusão. Ademais, a mídia, como influenciadora, deve promover campanhas que mobilize o tecido social, com o intuito de combate à transfobia. Assim, os três direitos naturais, citados por Locke, serão garantidos, sem exclusão das minorias.