Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 22/02/2019
“Seja qual for a liberdade pela qual lutamos, deve ser uma liberdade baseado na igualdade”. Em conformidade ao pensamento da filosofa americana Judith Butler, é possível afirmar que a comunidade trans do Brasil vive um momento de luta por um direito essencial que é menosprezado pela sociedade e negligenciado pelo governo, o direito à vida.
Em 29 de janeiro de 2004, travestis, homens e mulheres trans se dirigiam ao Congresso Nacional com a campanha: “Travesti e Respeito”. Contudo, 15 anos se passaram e nada mudou, exceto a conquista da cidadania trans, que ainda assim é um processo burocrático. Hodiernamente, a pouca atenção do poder público às essas minorias tem gerado ao longo dos anos altos índices de violência tanto física quanto verbal e seus agressores na maioria dos casos não são penalizados. Ademais, a transfobia no Brasil também apresenta-se de forma implícita na sociedade, como qual, quando um cidadão frequenta bancos, lojas, supermercados e outros estabelecimentos, e não se vê uma travesti, homem ou mulher trans trabalhando neste espaço.
Outrossim, o filme “A Garota Dinamarquesa”, relata a história de Lili, uma transexual ainda em transição física e biológica durante o início século XX. No decorrer da trama, a protagonista sofre os reflexos de uma sociedade patriarcal e machista no meio social e na área científica. Entretanto, a ciência no século XXI, já compreende a transgeneridade, porém a maior parte da sociedade ainda encontra-se presa na binaridade de gênero. Certamente, a informação deveria ser uma ferramenta para combater os preconceitos internos, afinal a globalização surgiu com esse intuito, de levar o conhecimento aos povos.
O Ministério da saúde, portanto, deve criar campanhas de conscientização com o apoio governamental e das prefeituras para educar a população sobre identidade de gênero, cedendo o lugar de fala para pessoas trans e oferecer suporte psicológico às vítimas de transfobia.