Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 15/03/2019
A música ‘‘Máscara’’ da cantora ‘‘Pitty’’, na qual se destaca o verso, ‘‘Tira a máscara que cobre o seu rosto’’, cita a importância de ser você mesmo sem se preocupar com julgamentos. Analogamente, pode-se relacionar a obra à vida de pessoas transexuais, que, em razão de toda transfobia em debate no Brasil, ainda não puderam tirar suas máscaras e viver de forna tranquila. Logo, cabe avaliar os fatores que contribuem para a situação.
Ressalta-se, de início, como a falta de conhecimento impede que os transexuais sejam tratados de maneira adequada. O poema Ilíada, escrito por Homero, retrata a história de um povo (troianos) que perdeu a guerra devido a sua simplicidade. Assim como eles, a população trans também está prestes a ‘‘perder uma guerra’’ em razão do carácter ingênuo dos cidadãos brasileiros, que, juntamente com a mídia, os tratam como indivíduos sem importância. Apesar da crescente representatividade no mundo dos famosos, tais como Laverne Cox e Thammy Miranda, esse viés ainda é um empecilho.
Além disso, é válido salientar a não aceitação social como um impulsionador do problema. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, a cada 25 horas um LGBT é assassinado no Brasil. Essas agressões, que na maioria das vezes são movidas por questões pessoais como, religião ou insegurança do meliante consigo mesmo, necessita, com urgência, de uma lei específica. Como citava Albert Einstein: ‘‘É mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito’’.
Infere-se, portanto, que há entraves para garantir o bem-estar da população transexual. Inicialmente, cabe ao Ministério da Justiça, por intermédio do STF, criar uma emenda que equipare a LGBTfobia ao crime de racismo, com intuito de promover segurança a todos. Ademais, é dever do Ministério da Educação, por meio das grandes mídias, promover campanhas publicitárias no que diz respeito à representatividade da população trans. Desse modo, todos esses indivíduos finalmente poderão se livrar das máscaras que cobrem os seus rostos.