Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 23/08/2019
A transfobia pode ser analisada como comportamentos irracionais de medo, discriminação ou aversão à pessoas transgênero. Problemas estruturais de machismo, homofobia e normatividade cisgênero abrem margem para a grande violência contra minorias sexuais e de gênero. Com base nisso, propõe-se debate social sobre formas de minimizar a violência contra esse grupo.
Faz-se necessário, no entanto, notar que a transfobia é um problema derivado do sexismo e do machismo. Para a autora Julia Serano, em Whipping Girl, o preconceito contra pessoas LGBT+ pode ser analisado como proveniente do sexismo de oposição - a ideia errônea que os sexos masculino e feminino (e seus papéis) são opostos e sem interseções, e portanto pessoas que desafiam essa ideia são aberrações.
Em contraposição ao preconceito e ao sexismo de oposição existentes na sociedade de economia emergente, a evolução dialógica do debate da transfobia tende a retardar os índices de violência contra as minorias de gênero, e não obstante, o estudo aprofundado das condições sexuais e de gênero por profissionais e pesquisadores da psicologia desconstrói o cunho patológico anteriormente assumido na área acadêmica, com efeito observável na opinião social e médica.
Cabe, portanto, a escola, a família e os demais segmentos sociais analisar e desconstruir os preceitos errôneos sobre as minorias sexuais e de gênero, com auxílio da academia e dos próprios relatos dessas minorias, a fim de coibir as violências e discriminações que são causados por eles.