Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 27/08/2019
Pode-se definir transfobia como atitudes intencionais de cunho apelativo cuja finalidade é envergonhar ou desdenhar da opção sexual do outro, especificamente, contra a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros (LGBT). Outrossim, apesar de ser um tema importante, ainda sim é pouco difundido nas mídias e instituições de ensino, haja vista que por se tratar de uma minoria, encontram entraves na medição de dados estatísticos, criminosos e precisos da comunidade trans e afins. Sendo assim, entende-se que essa agressão aos LGBT’s está intrínseca há dois elementos, são eles a falta de informação e o preconceito. Dessa forma, urge levar esse debate para todas as esferas políticas e analisar as consequências da persistência da transfobia no Brasil.
Mormente, o desconhecimento do assunto faz com que, inconsequentemente, as pessoas tenham, um comportamento indiferente. Nesse aspecto, segundo o filósofo Kant, a construção do pensamento humano é fruto da educação a qual ele é exposto, ou tem acesso. Ora, se a escola, instituição primária de ensino, não abordar a transfobia durante seu processo pedagógico e na programação didática dos alunos, eles ficarão sem um conhecimento aprofundado sobre o assunto. Além disso, no que concerne a adoção do nome social no âmbito escolar, o Ministério da Educação (MEC) deu um importante passo ao incrementá-lo no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), por exemplo, assim sendo proporcionando o avanço para colégios mais inclusivos.
Ademais, o preconceito leva a constantes casos de agressões, homicídios e pronunciamentos maldosos direcionados a população LGBT. A tomar de exemplo, na sociedade fictícia de “Os Simpsons”, há um episódio no qual Homer realiza casamentos homoafetivos com intuito de ganhar dinheiro, enquanto isso, Marge exprime rejeição pela opção sexual de sua irmã. A partir disso, nota-se a hipocrisia humana que, dentre várias críticas feitas na obra, mostra a não aceitação dentro da família, mas, aceita-a fora da sua parentela. Sendo assim, reforça a importância de ampliar o cenário discursico e de inclusão nos colégios
Destarte, faz-se mister acabar com a transfobia no Brasil. Portanto, cabe uma ação coligativa entre as esferas políticas (Legislativo, Executivo e Judiciário), juntamente com os núcleos escolares e familiares, por meio de debates, encontros com a comunidade e abordagem interdisciplinar, além de apoio pedagógico e psicológico as famílias e alunos trans. Além disso, nos Poderes, permitir que propostas, como a de penalização de transfóbicos, e aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deem continuidade até que verdadeiramente preconceitos contra essa minoria sejam extintos. Desse modo,a LGBTfobia será combatida de forma eficiente e as escolas estarão mais inclusivas e relevantes.