Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 25/10/2019
No seriado norte-americano “Pose” é retratado o drama vivenciado pela personagem Blanca, uma mulher que, durante os anos 80, sofreu intenso preconceito pelo fato de ser transexual. Fora das telas, a realidade da transfobia no Brasil não se encontra em uma situação diferente, devido a falta de visibilidade e desenformação sobre o assunto.
Em primeiro plano, a representação midiática de transgêneros é quase inexistente. Quando há representatividade de uma minoria nos meios midiáticos, a população passa a enxergar ela sem os pragmatismos que a ronda, acabando com preconceito que existe sobre essas pessoas. Porém, como a população transexual possui pouca visibilidade é dificultoso quebrar os tabus que carregam consigo. Esse fato é refletido nas estatísticas da Universidade do Sul da Califórnia (USC), na qual a cada 230 personagens de programas televisivos, apenas 7 são transexuais.
Ademais, a desenformação sobre as pessoas transgênero intensifica a transfobia. Segundo o pensamento iluminista, através do conhecimento dogmas são revogados, desse modo, quanto maior é o acesso a informação sobre essa parcela da população, menor é a discriminação sofrida por ela. Porém, no Brasil há pouco espaço para o debate de sobre transexualidade, que fica restrita a parte da sociedade, privando a maioria das pessoas o conhecimento sobre pessoas transgênero, mantendo os preconceitos do senso comum.
À luz dos fatos superpostos, certas medidas devem ser tomadas, como: O estado em parceria com o Ministério da Educação lançar uma cartilha contendo informações sobre transsexuais e distribuí-las nas instituições escolares, expondo a realidade deles e o preconceito que sofrem, com o intuito levar a informação para as pessoas, pondo fim ao senso comum. Além disso, o Estado novamente em parceria com o Ministério da Cultura devem investir em produções televisivas que incluam personagens e atores transexuais, tendo por finalidade dar uma maior visibilidade para a população transgênero nacional na mídia, revertendo a falta de representatividade atual.