Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 03/07/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - defende a manutenção do respeito e da igualdade entre povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário atual brasileiro, observa-se justamente o contrario, tendo em vista a discriminação e a segregação sofrida por pessoas transexuais. Nesse contexto, percebe-se um grave problema de contornos específicos, em virtude da inércia governamental e a má influência midiática.
Primeiramente, segundo o filósofo iluminista Rousseau em sua obra Contrato Social, cabe o Estado viabilizar ações que garantam a segurança e o bem-estar coletivo de todos os indivíduos. Entretanto, tal perspectiva destoa da realidade brasileira. Nesse sentido, segundo dados colhidos pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada vinte e cinco horas um LGBT é assassinado no Brasil. Tais dados apontam a inércia governamental sofrida por essa parcela da população que sem a segurança necessária são violentadas e marginalizadas por uma sociedade que deveria acolhê-la.
Além disso, a má influência midiática é um fator determinante.Nesse seguimento, segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a mídia deve ser usada como instrumento de democratização e disseminadora de informação que afetem positivamente o pensamento coletivo. Contudo, esse papel não é exercido de maneira eficiente, a julgar pela silenciação dos veículos de comunicação sobre essa problemática.Tal desconsideração provinda da mídia colabora para a construção de um pensamento coletivo negativo sobre as pessoas transexuais no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Segurança deve propor a criação de postos policiais voltados para crimes contra os LGBTs e a criação de canais nos veículos de comunicação em massa voltados para a importância da inclusão de pessoas transexuais na sociedade por meio de um projeto de lei entregue a Câmara dos Deputados. Espera-se com essas medidas a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária.