Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 30/07/2020
Os transgêneros enfrentam diversos obstáculos para se inserirem na sociedade brasileira, visto que, conforme dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), cerca de 90% das travestis e transexuais usam a prostituição como fonte de renda. Nesse contexto, o preconceito enraizado na sociedade e a falta de acolhimento familiar acarretam a permanência da transfobia e da marginalização desses indivíduos. Logo, medidas devem ser tomadas, a fim de combater esse preconceito e facilitar a inclusão dessa comunidade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o corpo social machista e patriarcal esteja entre as causas dessa problemática. Segundo Parmênides, toda mutação é ilusória, isto é, o ser é imutável. Portanto, partindo desse pressuposto, percebe-se que a imutabilidade do pensamento da sociedade está intrinsecamente ligada às raízes conservadoras de um povo intolerante. Outrossim, essa mentalidade primitiva é transmitida de geração a geração, em virtude da vivência em comunidades. Assim, o fortalecimento dessa ideologia de exclusão, além de comprometer o desenvolvimento humano e social do país, também agrava a problemática no Brasil.
Ademais, a discriminação começa a aparecer no ambiente familiar que deveria ser um espaço de acolhimento. Como resultado, várias pessoas que possuem uma identidade de gênero diferente do sexo atribuído são expulsas de casa e encaram diversos desafios para a sua sobrevivência. Nesse sentido, é necessário desenvolver uma maior tolerância dentro desse meio.
Embora não haja soluções imediatas para o problema, é evidente que a transfobia precisa ser combatida. Com o intuito de inserir esse grupo em nossa sociedade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que , por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em campanhas e palestras alegando sobre a importância da igualdade de gêneros. Além disso, figura como medida estatal eficaz no combate à transfobia, a obrigatoriedade de aulas de educação sexual em escolas da rede pública e privada, educando uma população a conviver com as diferenças, para que assim seja possível viver na sociedade plural e fraterna prevista na Constituição.