Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 25/08/2020
No ano de 2012, foi lançado o livro “Viagem Solitária”, escrito por João Nery, que relata a difícil jornada de se assumir transexual e a violência enfrentada. Sob esse viés, essa história conta uma entre as várias agressões físicas e morais sofridas por essa comunidade no Brasil e como eles vêm resistindo há anos. Assim, é recorrente desrespeito até assassinatos contra esse grupo, levando a sua marginalização e o crescimento de crimes de ódio.
De fato, o território brasileiro não oferece segurança para os transexuais, sendo palco para centenas de mortes. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), o Brasil é o país que mais mata pessoas dessa comunidade e seus números crescem a cada ano. Então, essa parcela da população vive em constante perigo e quando buscam justiça ou proteção são ignorados e desassistidos por causa da transfobia generalizada na mentalidade popular.
Ademais, transexuais dificilmente conseguem emprego e a maioria acabam na prostituição para poderem se sustentar. Segundo o ANTRA, 90% da população trans vive por esse meio dispondo-se aos perigos e insalubridade dessa profissão ilegal e sem nenhuma esperança na inclusão no mercado formal. Dessa forma, esse grupo fica totalmente vulnerável a violência em todos suas formas e sendo empurrados para as margens da sociedade.
Portanto, a transfobia é expressa cotidianamente no Brasil e ameaça a existência de diversos indivíduos. Para reverter essa situação, o Governo precisa fornecer apoio e proteção para transexuais por meio da implantação de centros de acolhimento e escolas profissionalizantes voltadas para essa comunidade, para que assim eles possam sair da rua, conquistando proteção, e construam oportunidades para sua vida no mercado de trabalho, desse modo, como diz Fidel, o mundo do futuro será comum para todos.