Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 09/10/2020
Muitas questões emergem na sociedade contemporânea, dentre elas cabe destacar o debate sobre a transfobia no Brasil como um importante ponto a ser analisado. O preconceito e a falta de informação acerca desse assunto tem custado muitas vidas de pessoas inocentes. Por isso a transfobia é um problema gravíssimo que precisa ser amenizado e se possível solucionado.
Em primeiro lugar esse assunto se faz muito sério e importante, tendo em vista dados que mostram o crescente número de LGBTs que vêm morrendo vítimas de crimes de ódio. Em 2016, 343 pessoas foram mortas por simplesmente expressarem o direito por lei de serem o que são. Inquestionavelmente, essa realidade tem que ser mudada o mais rápido possível, levando em consideração o retrocesso que esses crimes trazem para a sociedade, já que a luta pelos direito das pessoas trans vem sendo conquistadas com muito suor e sangue derramado. Por consequência, infelizmente pessoas transexuais e travestis são sempre associadas a violência que lhes são acometidas e até mesmo a prostituição já que o descaso da sociedade com esse grupo os levam muitas das vezes a marginalização. Entretanto, essa realidade está cada vez mais perto de ser mudada, haja vista dos artistas quem vem desempenhando o papel de representatividade trans, como é o exemplo da atriz, cantora, compositora, travesti, ativista social pelos direito civis da comunidade LGBT e da população negra, conhecida como Linn da Quebrada, que compõe músicas com várias críticas e mensagens contra o preconceito e o machismo, discutindo a sexualidade a partir do universo dela.
Em conclusão, cabe ao Governo e Poder Judiciário fazer com que a lei contra a homofobia seja cumprida de forma rígida, e que a transfobia e qualquer outro crime de ódio direcionado as minorias sexuais e de gênero, não sejam admitidas. Além disso, é dever das escolas trabalhar na questão da conscientização dos alunos para que criem uma visão de respeito e empatia, não só com as pessoas trans, mas também com todo a comunidade LGBTQIA+. Por fim, os veículos midiático ficam incubidos de disseminar e divulgar amplamente o trabalho dos artistas trans, a fim de que haja representatividade dessas pessoas na sociedade.