Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 07/01/2021

Define-se como transfobia uma gama de atitudes, sentimentos ou ações negativas, discriminatórias ou preconceituosas contra pessoas transgêneras, ou pessoas percebidas como tal. A transfobia pode ser repulsa emocional, medo, violência, raiva ou desconforto sentidos ou expressos em relação a pessoas transgênero. Dessa forma, na transfobia (algo extremamente problemático) em debate no Brasil, entende-se que a lgbtfobia, tal qual a violência são entraves para a resolução desse obstáculo.         Deve-se destacar, de início, o preconceito como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, no filme “Alice júnior”, a adolescente precisa mudar de estado, indo estudar em um colégio religioso e conservador, no qual a diretora a impede de usar o banheiro feminino, a obriga a usar uniformes masculinos e se recusa a chamá-la pelo seu nome social. Além disso, seus colegas de classe a ridicularizam com olhares, exclusões, comentários e apelidos. Todos esses elementos auxiliam a evasão escolar de transexuais (que de acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil, estima-se uma média de 82%), pois um direito básico e simples, presente na Constituição, se torna inviável pelo preconceito, exclusão, e agressões (físicas e verbais) diárias, o que aumenta a vulnerabilidade dessa população, já que ao ocuparem poucos espaços de poder, como a política ou judiciário, poucas pautas sobre este assunto serão levantadas, principalmente sem transfobia.

Ademais, a violência, causada pelo preconceito e facilitada pela vulnerabilidade social, educacional e econômica que este corrobora para a comunidade trans, é um grande obstáculo. Em 2017, segundo o G1, Dandara foi assassinada a tiros após agressões, que foram filmadas. Casos como o dela não são raros, já que conforme estudos da ONG Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, com uma média de 11 pessoas trans assassinadas por dia e 868 mortos nos últimos oito anos. Dessa forma, percebe-se como a violência social e educacional causada pelo preconceito corrobora com algo ainda mais grave, o silenciamento da violência física sofrida, que pode resultar na morte dessa população, simplesmente por viver como se identificam.

Portanto, a transfobia em debate no Brasil é causada pelo preconceito aliado à violência que como resultado cria exclusão, violência em variados âmbitos e a morte desse indivíduos. Destarte, o Ministério da Educação, responsável pelos assuntos relacionados à educação e à melhora dessa no território nacional, deve promover palestras, por meio do Tribunal de Contas da União, com pedagogos, advogados e psicólogos, para falar sobre a comunidade trans e os riscos que a lgbtfobia pode causar às suas vidas, a fim de erradicar o preconceito, como o sofrido por alice, a exclusão e a violência à essa parte da população.