Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 13/05/2021
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos possuem a mesma relevância, além de direitos e deveres iguais. Todavia, é flagrante que no Brasil, os transexuais compõem um grupo demasiadamente desfavorecido no que tange ao processo de se conviver em paridade, visto que tornou-se comum a transfobia no território brasileiro. Sob esse vislumbre, impende o debate acerca desse imbróglio, de modo à explorar o preconceito e a inoperância do Governo enquanto causas dessa discriminação.
Em primeira instância, é imperativo anuir o preconceito sendo fator para a causa da transfobia no Brasil e consequentemente, responsável pela realidade excruciante que os transexuais vivem no país, haja vista que a visão preconceituosa das pessoas em relação a comunidade trans promove a segregação e discriminação desse grupo, assim como torna inacessíveis os direitos básicos de um cidadão - respeito e bem-estar social-, similarmente ao que é apresentado na série “POSE”, a qual retrata as dificuldades cotidianas de uma pessoa transgênero em uma sociedade majoritariamente transfobica, a qual compromete sua vivência social e lhe inferioriza enquanto ser humano. Portanto, é fulcral o combate à essa discriminação para que haja uma mudança nessa situação abjeta, de modo a favorecer e respeitar a comunidade dos transexuais.
Em segunda análise, é mister assentir a inoperância do Governo como fatídico autor da perenização da situação aflitiva atual, uma vez que ao se manter inérte perante do misógino ato de transfobia no meio social, acaba contribuindo para consolidação desse comportamento repulsivo no Brasil, o qual deturpa a vida das pessoas transexuais. Desse modo, de acordo com a teoria “Habitus” do filósofo Pierre Bourdieu, o indivíduo é influenciado pelos hábitos enraizados na sociedade. Logo, é verídico afirmar que se não for combatido, o empecilho vai se consolidar e acabará comprometendo para sempre a comunidade trans, tendo em vista que essa nunca se sentirá segura, acolhida e respeitada em uma nação transfóbica. Destarte, é imprescindível que o Governo se posicione frente a essa adversidade de modo a combatê-la e mitigá-la do corpo social urgentemente.
Dessarte, far-se-á opor-se a transfobia no Brasil, a fim de garantir a visão de São Tomás de Aquino, de que as pessoas possuem igual relevância e direitos. Assim, urge que o Governo, enquanto instância máxima da administração executiva, promova uma conscientização que objetive a aceitação e respeito às pessoas trans, eliminando o preconceito, por meio de campanhas educativas periódicas que erradiquem o pensamento discriminatório das pessoas e vise o incentivo à prática de apreço. Dessa forma, garantindo a comunidade trans um território que os respeitem e equidade.