Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 18/06/2021
Na série “Sense8” lançada pela Netflix em 2015, uma das protagonistas, Nomi Marks (Nomi Marks), é uma mulher transgênero homossexual. Embora sofra muito preconceito devido à sua identidade de gênero, ela não reclama de forma alguma , a independência econômica e social foi obtida na forma de rendimentos ilegais. Ao contrário de Nomi, no contexto do Brasil, as pessoas trans não conseguem superar a transfobia e obter benefícios sociais, tornaram-se dependentes da prostituição e do tráfico de recursos ilegais. Nesse sentido, vale analisar o preconceito e a falta de oportunidade como as principais causas desse problema, a fim de combater a transfobia no Brasil e garantir uma melhor qualidade de vida a essas pessoas.
Em primeiro lugar, é interessante enfatizar como a transfobia no Brasil é vista como essencial para a manutenção da “heterossexualidade social”. A persistência desse panorama se deve principalmente e inteiramente à tradição de práticas de preservação - preconceitos - que celebram a soberania da venenosa masculinidade. Por isso, de acordo com pesquisa da UNESP, pessoas com essa mentalidade fazem do Brasil um lugar inabitável para pessoas trans, porque é o país que mais mata essas pessoas no mundo. Portanto, essas pessoas estão à margem da sociedade, não têm expectativa de vida e são socialmente desfavorecidas.
Além disso, da mesma forma, esse preconceito é responsável pela situação financeira instável desses cidadãos. Nessa área, de acordo com a pesquisa realizada pelo G1 em 2017, os transgêneros dificilmente encontrarão oportunidades de emprego formal. Portanto, é certo que os empregadores utilizam critérios de avaliação da identidade pessoal e da orientação sexual para a geração de empregos.Naturalmente, aliados aos preconceitos arraigados na população brasileira, os transgêneros acabarão por ignorar as oportunidades de trabalho decente, restando apenas a prostituição e a venda.
Portanto, para permitir que essas pessoas vivam em um ambiente menos difícil na comunidade, ao invés de serem obrigadas a se esconder e se envolver em atividades de promiscuidade, o Ministério da Educação (MEC) precisa urgentemente oferecer-lhes cursos e palestras de filosofia e sociologia. por meio de fundos do governo. Para toda a comunidade, o conteúdo de seu plano se concentra na ética, moralidade e respeito pela liberdade individual. Espera-se que, desta forma, os cidadãos saibam como respeitar o estilo de vida de todos e compreendam a necessidade de integrar as pessoas trans na sociedade. Só assim a transfobia no Brasil pode deixar de existir.