Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 21/07/2021

Na música “Indestrutível”, o cantor Pabllo Vittar retrata a dor causada pela aversão ao público LGBTQ+, no clipe musical, conta a história de um menino que é vítima de violência e bullying por apresentar características femininas. De maneira análoga, o problema que envolve a questão da transfobia no contexto brasileiro mostra-se lamentável. Esse imbróglio social ocorre devido à negligência governamental e o preconceito enraizado da sociedade.

Nesse sentido, é preciso considerar o governo como fator, pois, de acordo com o filósofo Aristóteles, a política serve para garantir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, segundo a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), em 2020, o Brasil teve um aumento de 41% em relação à violência contra trans, alcançando o topo do ranking mundial de violência contra essas pessoas , logo se verifica que a política encontra-se equivocada no Brasil à medida que a falta de ações públicas, como a prevenção com medidas de segurança, ainda é uma realidade lamentável no país. Dessa forma, é admissível concluir que o entrave percebido nessa negligência do governo mostra-se preocupante, porquanto contribui de modo abusivo com essas tragédias.

Além disso, ainda convém lembrar que, as raízes históricas colaboram com esse preconceito, pois, segundo o sociólogo Max Webber, com sua ideia de Ação Social Tradicional, os indivíduos realizam ações que possuem como fonte motivadora os costumes ou hábitos arraigados. Sob essa perspectiva, desde a antiguidade os indivíduos transgêneros sofrem com a sociedade preconceituosa, já que não aceitar a diferença significa perpetuar com a violência. Dessa maneira, a situação dessa intolerância sofrida pode ser vista como uma problemática envolta em traços críticos, a qual acarreta o aumento de assassinato dessa minoria.

É imprescindível, portanto, uma atitude efetiva do Estado para solucionar esse impasse. Para tal, o Governo Federal - órgão superior a todas as Secretarias estaduais e municipais do Brasil - deve, por meio de verbas governamentais, promover campanhas que visem o atendimento policial imediato à população trans, tal como acompanhamento em locais públicos caso sintam-se ameaçados, com punição imediata a qualquer indivíduo que pratique a transfobia, para que o número de casos de violência transfóbica diminua. Sendo assim, espera-se que o Poder Público promova o bem-estar de todos, como mencionado por Aristóteles.