Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 30/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura que todos os seres humanos são iguais em dignidade. Entretanto, percebe-se que esta dignidade é invalidada no que diz respeito a discriminação existente contra os transgêneros. Destarte, transexuais são pessoas que não se identificam com o gênero de nascimento, porém, elas ainda sofrem bastante preconceito pela sociedade, e, por mais que isso seja um dilema comum, é extremamente silenciado. Portanto, é fundamental que o direito e a cidadania das pessoas trans sejam debatidos para que uma sociedade íntegra seja alcançada.

Em primeira análise, não existe uma lei clara e específica em prol aos transgêneros. Outrossim, muitos ainda existe uma intolerância exacerbado pelo simples fato de outra pessoa nascer em um corpo que ela não se identifica. Dessa forma, é maís fácil deles sofrerem no meio social, desde pequenas inconveniências e frases transfóbicas do cotiano até não serem contratados para empregos qualificados. Além disso, em casos extremos, podem sofrer violência física e até assassinato. Haja vista, o Brasil está em primeiro lugar no mundo dos países que mais LGBTQUIAP+ são mortos. Por isso, é de extrema importância que uma lei em prol dessas pessoas seja criada o mais rápido possível.

Ademais, existem diversas celebridades transexuais, como Demi Lovato, Caitlyn Jenner, Sam Smith, entre muitos outros, que recebem muito carinho de seus fãs. Todavia, infelizmente, na realidade, esse grupo recebe ódio, seja de desconhecidos ou até mesmo de família e amigos. Afinal, muitas pessoas se recusam a utilizar os pronomes corretos e o nome social ao se referirem aos transgêneros. Apesar disso, essas mesmas pessoas não veem problema em chamar pessoas famosas pelo seu nome artístico, por exemplo, chamar Larissa de Anitta.

Em síntese, medidas devem ser tomadas para reduzir o preconceito contra as pessoas trans. Por conseguinte, cabe às escolas orientar as crianças e os adolescentes acerca da importância da empatia por meio de palestras e debates. Em virtude disso, uma opção é apresentar exemplos de situações desconfortáveis e perguntar como os jovens se sentiriam no lugar daquela pessoa a fim de exercitar a empatia e, consequentemente, reduzir o preconceito enraizado. Dessa maneira, o país será muito mais agradável para os transexuais.