Transfobia em debate no Brasil
Enviada em 02/09/2021
Escrito por Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas” retrata a estória de uma garota que, ao entrar num mundo desconhecido, precisa ingerir alimentos para modificar seu corpo, com o objetivo de se adequar para ser aceita ao longo de sua aventura. Tal busca de se moldar, para ser inserido, é vivenciado fora da ficção por pessoas Trans que, ao se assumirem como são, sofrem rejeição da sociedade brasileira enraizada no preconceito. Nesse viés, debater a importância da inclusão nas escolas, assim como assegurar o suporte psicológico profissional para pessoas de gênero não binário, é fundamental para combater a transfobia no Brasil.
Em primeiro lugar, a escola, como instituição social, é responsável por inserir os indivíduos as normas de convivência harmônica em conjunto. Contudo, o constante preconceito sofrido por, não somente Trans, como também toda comunidade LGBTQIA, em salas de aula, demonstra a falha existente nesse instituto. De acordo com o Art 3, da Constituição Federal, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Sendo assim, torna-se obrigação do Governo inserir atividades dinâmicas que trabelhem respeito, empatia e inclusão de minorias, para que haja mais igualdade entre todos nas escolas, independente do gênero ou orientação sexual.
Ademais, como vítimas de transfobias, as pessoas que não se identificam com seu sexo biológico, estão sujeitos a desenvolver problemas mentais. Consoante a “Teoria de Performatividade de Gênero”, de Judith Butler, a expressão de gênero é um direito e uma liberdade fundamental. Desse modo, ao terem seu poder de escolha vedado pelo preconceito, muitas pessoas Trans adequirem transtornos como depressão, automutilação e, em casos mais graves, se suicidam. Diante disso, fica evidente a necessidade de acompanhamento psicológico para, não apenas pessoas de gênero diferente do heteronormativo, como para pessoas que não aceitam as difenrenças de cada indivíduo, com o intuito de dar suporte aos que precisam e de desconstruir o preconceito.
Portanto, faz-se induvitábel medidas para combater a transfobia no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, deve disponibilizar terapia gratuita e atividades dinâmicas em grupos, em escolas e empresas, por meio de parceirias com de psicólogos especializados na temática - garantindo isenção fiscal para os colaborantes. Tal ação necessita ser efetivada a fim de que haja interação entre todos e, dessa forma, aumente o respeito e solidariedade entre a população, independe das diferenças. Logo, a sociedade brasileira se afasta da ficção presenciada por Alice na procura constante por aceitação.