Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 12/09/2021

Na novela A Força do Querer, transmitida pela Rede Globo, é retratado um caso cruel de transfobia, em que Ivan é agredido injustamente na rua e é gravemente ferido devido a sua identidade de gênero. Assim como foi mostrado na televisão, é absolutamente verdadeira a forma como abordaram o caso do personagem, visto que a violência contra pessoas trans é uma triste realidade no Brasil e que está crescendo com o passar do tempo. Dessa forma, o desconhecimento sobre o que é ser transgênero e a falta de respeito para com esses cidadãos são problemas que precisam de uma solução.

A princípio, a ignorância acerca dos transsexuais é um dos principais motivos para que a transfobia ocorra na sociedade. No começo de 2021, dois streamers do jogo ‘‘Free Fire’’ foram banidos de seu grupo após fazerem piadas transfóbicas sobre uma mulher trans. Casos como esse são muito frequentes no país devido a normalidade desse tipo de brincadeira entre as pessoas que, infelizmente, tratam pessoas transsexuais como uma chacota ou até mesmo doentes mentais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há anos ser LGBTQIA+ no geral deixou de ser considerada uma enfermidade, e que a existência dessas pessoas é totalmente natural e normal.

Outrossim, a desconsideração para com pessoas transgêneras é um grave impasse que precisa de uma intervenção urgente. Segundo o G1, só em 2020 ocorreu 175 homicídios de transsexuais, e o Brasil lidera na quantidade de mortes até os dias atuais. Com isso, é notável a gravidade do preconceito que a sociedade brasileira tem com o povo trans, os desmerecendo sem uma razão válida e os matando com o pensamento de estarem fazendo a coisa certa para todos. Conforme o Artigo 5 da Constituição brasileira de 1988, todos os cidadãos que residem no país são iguais perante a lei e possuem direitos e deveres de mesma forma, independente da raça, religião, gênero e etc. Logo, esses homicídios violam  os direitos humanos, e necessitam de medidas para interromper essa cruel sequência de ódio.

Portanto, urge que haja uma mediação a fim de diminuir ao máximo a transfobia no Brasil. Por meio de palestras mensais, cabe ao Ministério da Educação (MEC) introduzir o ensino sobre gênero e sexualidade nas escolas. Isso se aplicaria a classes com alunos a partir de 13 anos para não correr o risco de confusão psicológica em crianças, com o propósito de acabar com a ignorância e o preconceito nas gerações futuras. Assim, casos de violência como o do Ivan serão mera ficção no futuro.