Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 15/10/2021

Nas últimas décadas, temas até então estigmatizados e renegados passaram a fazer parte de nossos debates sociais. Dentre estes destaca-se as questões relacionadas à transfobia, entendida como a divergência entre o sexo biológico e o psicológico. Mesmo com o avanço que possuimos no Brasil e no mundo atualmente, muitos transexuais sofrem atos de violência. Seja por desconhecimento ou por preconceito deliberado, homens e mulheres transexuais são vítimas de discriminação, diariamente em nosso Brasil.

Primeiramente, é importante pontuar os motivos que fomentam a aversão aos transexuais no território nacional. Segundo dados do jornal O Globo, dois atos das agressões cometidas contra o público transgênero são motivadas, unicamente, pela rejeição de sua orientação sexual. Nesse sentido, a pressão e o medo de interagir com naturalidade com os demais membros da sociedade ocasionam problemas psicológicos nestas pessoas.

Além disso, o Brasil durante séculos é considerado um país totalemente machista, sendo um alvo complicado de abrir a mente ao mundo. Cabe também destacar os fatores que comprometem a aceitação do tecido social transsexual na sociedade. Dentre eles, a hierarquia tradicional cultural, que conceitua de forma errônea a ideia de gênero sexual. Esta tende a condenar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo e repudiar, completamente, o processo de mudança sexual física. Nesse contexto, o indivíduo transsexual sente-se incompatível com a sociedade que convive, levando-o, muitas vezes, a quadros de tristeza e depressão.

Contudo, campanhas na internet contra transfobia e famosos se expandindo como a cantora Pablo Vittar, são motivos de “piadas” dentro de um grupo na sociedade brasileira. Diversos membros da comunidade LGBT+ sofrem preconceitos por décadas atrás o padrão ser apenas homens se casarem com mulheres e vice versa, sem mentes abertas para pensar no que as pessoas da sociedade se indentificavam realmente.

Logo, necessitamos ensinar o Brasil a aceitar as diferenças. Por possuirmos uma grande diversidade cultural, devemos abrir a mente de todos os brasileiros desde pequenos que ser transexual não é errado, é como todos. Devemos ensinar crianças, jovens e adultos a abrirem suas mentes e passarem a respeitar com qual gênero as pessoas de nosso Brasil realmente se indentificam.