Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 25/10/2021

A série “Sex education” introduz uma temática de descobrimento próprio e liberdade de expressão, abordando, também, as discriminações sofridas a partir de certas escolhas de gênero. Fora da ficção, é notório que a obra possui, infelizmente, verossimilhança no que tange a um tema de alta relevância na sociedade brasileira do século vinte e um: a transfobia em debate no país. Diante desse cenário, é urgente salientar que a ineficácia governamental e a falta de uma educação na temática são fatores que tão manutenção para essa LGBTQIA+fobia.

Nesse contexto, torna-se visível que o governo federal, como maior órgão do país, tem a função de promover a mudança adequada no tema, porém, ele não a faz. Com isso, de acordo com o artigo sexto da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado democratizar os direitos sociais básicos, estando, dentre esses direitos, o acesso à uma segurança pessoal adequada. Outrossim, é pertinente afirmar que tal direito não sai do âmbito legal, haja vista que, como foi comprovado pelo site “o tempo”, a violência por diferentes escolhas de gênero ainda se faz muito presente na sociedade brasileira atual, matando mais de 800 transexuais e travestis por ano. Em suma, é passível de compreensão que há alguns direitos que não são realmente efetivados, como o acesso democrático à uma boa segurança, mostrando, portanto, que a não adesão estatal ao combate dos casos de transfobia no Brasil piora ainda mais o problema.

Ademais, deve-se compreender que uma educação voltada a uma injunção populacional é de suma importância para a luta contra a transfobia. Sob essa ótica, reitera-se a fala de Pitágoras, filosofo pré-socrático, a qual afirma que existe uma necessidade de instruir corretamente os jovens para que não seja necessário, por fim, punir os adultos. Visto isso, analisa-se que uma educação quanto ao respeito e a tolerância entre membros da sociedade é extremamente benéfico, uma vez que a LGBTQIA+fobia nasce, mormente, da falta de empatia ao próximo. Em síntese, ensinar a população à ser mais empática e menos intolerante reduz, por consequência, os casos de transfobia no Brasil.

Destarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. Logo, a fim de diminuir os casos de transfobia e LGBTQIA+fobia, urge ao Ministério da Educação e da Cultura promover, por meio de veículos de comunicação, programas e propagandas que instruam e engajem a população quanto ao tema, gerando, além disso, uma população mais empática e menos intolerante. Isso pode ocorrer, por exemplo, com o auxílio de profissionais competentes na área socioeducacional e pedagógica, os quais seriam capazes de gerar maior adesão populacional. Por fim, espera-se não somente uma melhora no tema, mas também que casos como o de “Sex education” deixem de ocorrer.