Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 27/02/2022

Preconceito, ignorância, desrespeito. Esses são alguns termos que podem ser relacionados com o debate da transfobia no Brasil. Infelizmente, essa é uma realidade alarmante no país, a qual além de ser crime é um tipo de violência grave.

Em primeiro plano, é indubitável que ao ser transfóbico no Brasil, está-se cometendo um crime. Como prova disso, é válido salientar que, em 2019, foi aprovado o projeto de lei que criminaliza a LGBTfobia.Portanto, a partir da decisão, quem ofender ou discriminar gays, lésbicas, bissexuais, travestis ou transgêneros está sujeito a punição de um a três anos de prisão. Partindo dessa premissa, pode perceber que mesmo com a criminalização, o país ainda possui altos índices de casos de transfobia, já que as pessoas têm se tornado cada vez mais ignorantes e intolerantes além do fato de a lei não ser cumprida como deveria. Isso torna o país um péssimo lugar para os transgêneros viverem, o que deve ser mudado com urgência.

Em segunda análise, é indiscutível que a transfobia é uma violência muito severa que se configura de forma física mas também de forma psicológica. Tendo isso em vista, pode-se evidenciar a situação da travesti Linn da Quebrada, dentro do reality BBB22, a qual, mesmo com a tatuagem “ELA” na testa, ainda foi chamada,inúmeras vezes, pelos outros participantes com palavras no masculino, e isso a faz sentir-se constrangida e anulada como o que ela é, uma mulher trans. Posto isso, é notório que a violência contra os transexuais está presente na sociedade brasileira não só de forma escancarada, mas também de forma sutil no dia a dia. Porém, de qualquer forma que seja exercido, o desrespeito afeta muito essas pessoas, as deixando tristes,inseguras,com medo e até causando doenças como ansiedade e depressão e isso deve ser erradicado da sociedade, já que todos devem ser respeitados do jeito que são.

Por isso, é necessário que o governo, em parceria com a mídia, promova campanhas que ensinem sobre os transgêneros e sobre o respeito que eles merecem, por meio de outdoors, propagandas televisivas e palestras nas escolas e faculdades, as quais devem acontecer mensalmente. Tudo isso com o intuito de formar um país de pessoas mais respeitosas e menos intolerantes.