Transfobia em debate no Brasil

Enviada em 06/04/2022

Desde os antigos povos sumérios, existem relatos de sacerdotes que se vestiam de mulher para servir à deusa Inanna. Com o passar dos anos, a transexualidade (não identificação com o sexo biológico) foi tomando forma e conseguiu seu espaço na sociedade. Todavia, de maneira insuficiente, visto que a transfobia em debate no Brasil converteu-se em um grande desafio. Neste viés, torna-se lícito considerar a marginalização das pessoas transexuais e a dificuldade de acolhida.

No primeiro momento, vale destacar a segregação acometida por essa minoria. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, cerca de 90% dessa esfera social usa a prostituição como fonte de renda. Essa situação demonstra o quanto o corpo social brasileiro distancia esses indivíduos do convívio coletivo, principalmente pelo enorme preconceito imposto a esses cidadãos. Dessarte, a transfobia é tão profunda no território tupiniquim que os empregadores muitas vezes eliminam os transexuais dos processos seletivos, ainda que sejam adequados à vaga, sobrando-lhes apenas a prostituição.

Outrossim, é urgente salientar a falta de receptividade da coletividade. O filme “garota dinamarquesa” conta a história de Lili Elbe, a primeira transexual registrada no mundo, mostrando os preconceitos e as críticas sofridas pela personagem na sociedade da época. Isto posto, assim como no longa-metragem, existe uma extrema dificuldade hodiernamente em aceitar o outro com as suas singularidades. Esse cenário dificulta o próprio processo de aceitação do ser humano trans, uma vez que quando demonstra aos demais ser como de fato é, sofre preconceitos e agressōes, o que causa maior isolamento.

Portanto, com o propósito de encontrar caminhos para contornar a situação da transfobia em debate no Brasil, é imperativo que sociedade e Estado atuem em sinergia. Este, como Ministério da Educação, deve inserir a educação sexual nas escolas, mediante palestras quinzenais com profissionais cadastrado, com a finalidade de ajudar no processo de aceitação das minorias LGBT e diminuir o proconceito com essa camada. Aquela, por meio de empresas, tem de fazer suas contratações às cegas, ou seja, utilizar uma técnica que omite a aparência do candidato até sua contratação com o intuito de reduzir a segregação social.