Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 03/10/2019
Ao tomar por símile a política adotada pelos Estados Unidos, no qual apenas três estados proíbem o uso tanto medicinal como recreativo da maconha. Nesse contexto, é visto uma divergência com o cenário brasileiro, uma vez que o uso dessa erva é criminalizado no país. Sendo assim, deve-se criar campanhas públicas para descriminalizar e legalizar o porte de cannabis, visto que esta pode ser usada como medicamento, bem como para queda do narcotráfico.
A priori, é importante ressaltar que a maconha pode ser utilizada como medicamentos para tratamentos de doenças. Diante disso, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (ABRACE) é a única organização que produz óleo a partir da marijuana para fins medicinais, com autorização da ANVISA e da Justiça Federal. Dessa forma, o uso correto dessa planta pode ser uma porta de entrada para a melhoria no tratamento de diversas patologias - como depressão, ansiedade, alzheimer entre outras - ou seja, uma melhora na saúde pública do país; tal qual os estados norte-americanos.
A posteriori, é fulcral pontuar, ainda, que a legalização da maconha fortalece na queda do índice da criminalização do país. Sob esse viés, uma vez legalizada, o corpo social o qual faz uso medicinal ou recreativo dessa substância parariam de frequentar as famosas “bocas de fumo”, onde se encontram drogas pesadas, fortalecendo as organizações de tráfico e acarretando dependências ao indivíduo. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao analisar que, segundo o periódico The Economic Jornauls , da Universidade de Oxford, descobriu que o número de crimes, como roubos e assassinatos, caiu 12,5% após novas políticas sobre a maconha.
Logo, para reverter esse panorama: cabe ao Poder legislativo, na figura do Senado Federal, aliado com o Ministério da Saúde criar políticas sociais para financiamentos de pesquisas a fim de elaborações de medicamentos a base de cannabis, com o intuito de melhorar e prevenir doenças e, por conseguinte, haverá uma melhora na saúde pública do país. Ademais, deve-se impor idades e limites na quantidade de uso do mesmo. Somente assim, será possível, por fim, que o tabu seja rompido assim como nos Estados Unidos.