Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 14/10/2019

A maconha(Cannabis Sativa) chegou ao Brasil trazida pelos negros escravizados, mas no período imperial a venda e o consumo da planta foi proibido. Diante disso, ela passou a integrar o mercado negro e isso foi um entrave para que a sociedade pudesse se beneficiar da cannabis. Diante do exposto é necessário pontuar os problemas da proibição da maconha.

A droga ilícita mais consumida no Brasil é a maconha, fato esse que corrobora para a ascensão econômica do crime organizado. Isso evidencia que com a proibição o estado só tem a perder, pois com essas organizações lucrando bastante elas podem disseminar outras atividades ilícitas e assim se manterem no poder. Desse modo, a sociedade continua a mercê da criminalidade.

Além disso, a ilegalização da maconha interfere na qualidade de vida de alguns brasileiros. Diversos estudos já comprovaram os benefícios de algumas substâncias presente na planta, entre elas o CBD(Canabidiol) que é usado no tratamentos de algumas doenças, por exemplo, a epilepsia. Isso evidencia um paradoxo entre a proibição e o que consta na Constituição de 1988 que garante o acesso a saúde a todos os cidadãos brasileiros. Consequentemente a saúde das pessoas que depende da cannabis fica prejudicada.

Diante dessas problemáticas, portanto, são necessárias medidas para resolvê-las. O Governo Federal deve regulamentar o uso e a venda da maconha, por meio de um projeto de lei que altere a lei de drogas tornando-a legal e de parcerias público-privadas que garantam a produção com qualidade da maconha no país, a fim de retirar o monopólio da droga do crime organizado e garantir a população os benefícios que ela traz, garantindo uma melhor qualidade de vida aos brasileiros.