Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 10/10/2019

Considerada a droga licita mais usada no mundo a maconha ainda levanta muitas discussões de quem é contra ou a favor de sua legalização. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 79% da população é contra aprovação da droga para uso recreativo. Em contrapartida, chega a ser motivo de esperança para uso medicinal. Todavia por não ser legitimada, não pode ser utilizada para fins terapêuticos. Dificultando a vida de pacientes que precisam pela burocracia de acesso além dos alto custo de importação.

Para o cientista Sidarta Ribeiro deixar de fornecer os remédios à base de maconha é uma crueldade com os pacientes. O pesquisador vem estudando a substancia para uso medicativo. Que em alguns países é utilizado  como alivio da dor e do sofrimento. Mas que no Brasil, esbarra na falta de regulamentação, além da longa e dificultosa burocracia, para aderir ao tratamento o que dificulta bastante o acesso.

Vale ressaltar que, por não ser liberado no pais o valor do medicamento e da prossecução do tratamento é muito alto. Podendo chegar a custar 5.000 reais por mês. Vindo a limitar o tratamento a uma pequena quantidade de famílias que podem arcar com os altos custos.

Por conseguinte, cabe ao Governo Federal permitir a produção e a utilização da substancia para o fim medicamentoso, podendo ser incluído nos que são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo bem supervisionada pela Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa). Monitorados pela Policia Federal, para que não ocorra mal uso ou até mesmo desvio para uso recreativo e tráfico. Garantindo assim que seja utilizado exclusivamente para quem precisa do tratamento. Transcorrendo dessa maneira, virá a facilitar o acesso ao medicamento, como também diminuirá os custos do recurso terapêutico, contribuindo para os que dele necessitam.