Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 17/10/2019

A partir da metade do século XX a proibição da maconha(Cannabis Sativa) se intensificou no Brasil. Diante do proibicionismo, ela passou a integrar o “catálogo” do mercado negro, sendo isso um entrave para a sociedade usufruir dos benefícios que a planta oferece. Diante do exposto, é necessário pontuar os problemas da proibição da maconha.

A droga ilícita mais consumida no Brasil é a maconha, fato esse que corrobora para a ascensão econômica do crime organizado. Isso evidencia que com a proibição o estado só tem a perder, pois com essas organizações lucrando bastante elas podem disseminar outras atividades ilícitas mais fácil e assim se manterem no poder. Desse modo, a sociedade continua a mercê da criminalidade.

Além disso, a ilegalização da maconha interfere na qualidade de vida de alguns brasileiros. Diversos estudos já comprovam os benefícios medicinais de algumas substâncias da cannabis, como o CBD(canabidiol) que é usado no tratamento da epilepsia. No entanto, com a restrição, grande parte da população não tem acesso a esses benefícios, o que gera um paradoxo entre a proibição e a Constituição de 1988, que garante acesso a saúde aos cidadãos de maneira igualitária. Consequentemente a saúde das pessoas que depende da maconha fica prejudicada.

Diante dessas problemáticas, portanto, são necessárias medidas para resolvê-las. O Governo Federal deve regulamentar o uso e venda da maconha, por meio de um projeto que altere a lei de drogas tornando-a legal e de parcerias público-privadas que garantam a produção da maconha e seus derivados com qualidade, a fim de retirar o monopólio da planta do crime organizado e  garantir a população os benefícios que ela traz, garantindo uma melhor qualidade de vida aos cidadãos brasileiros.