Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 17/06/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante a todos os indivíduos o direito à liberdade de expressão e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto a questão do uso de maconha. Nessa perspectiva, percebe-se uma propagação da problemática em virtude da proibição, legalização e despreparo do país.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Na obra “Utopia”, do filósofo Thomas Morus, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no proibir que posteriormente pode ocasionar o aumento do narcotráfico e no legalizar para uso de medicações.

Além disso, destaca-se a falta de estrutura brasileira para tal fato como promotor do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ‘‘modernidade líquida" vivida no século XXI. Essa liquidez que influi sobre a questão de uma estrutura política e social sólida contribui como um empecilho para sua resolução.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para alterar esse cenário. Dessarte, o Estado, deve disponibilizar campanhas informativas, por meio da mídia, para maior compreensão da população, além de estudos para melhor avaliação do caso e preparo do país. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois como constatou Hannah Arendt: “A pluralidade é a lei da terra”.