Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 15/06/2020
A história da maconha no Brasil tem seu início com a própria descoberta do país, o qual a cannabis é uma planta exótica, ou seja, não é nativa.Ademais, foi trazida pelos escravos negros, daí sua denominação fumo de Angola.Tais fatos fizeram com que houvesse a disseminação da droga por africanos e índios, que passaram a cultivá-la, o que proporcionou, séculos mais tarde, a discriminação sobre os usuários e o tráfico. Desse modo, esses povos deparam-se com desafios para erradicar a implicância e o contrabando.
De início, é indubitável que há uma certa discriminação sobre os usuários, visto que a mídia impõe o que é correto e o que não é, dessa forma, alienando os demais, insinuando que tal droga leva à criminalidade e causa malefícios.Além disso, as pessoas que consomem drogas são por distúrbios mentais, problemas pessoais e usam, normalmente, a maconha como refúgio.Nessa perspectiva, segundo o compositor Frank Zappa, “droga não é o mal, a droga é um composto químico, o problema começa quando pessoas usam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas”.Sob tal ótica, nota-se que o consumo exacerbado de drogas causa danos para quem as consome.Por conseguinte, leva a perda ética e da boa convivência social.
Outrossim, o tráfico é bastante recorrente nas periferias em todo o Brasil.Nesse âmbito, conforme pesquisas do Jornal Folha de São Paulo, em 2018, o tráfico de drogas sofreu um aumento de 10% em relação a 2017.Essa realidade torna-se evidente, já que existe uma falta de oportunidade de empregos e o preconceito com moradores de favela, dessa maneira, indivíduos não conseguem sustentar seus familiares que estão em condições precárias, e acabam entrando no mundo crime.
Por tudo isso, para que haja um uso adequado da maconha, o Ministério da Saúde, em parceria com o Governo Federal, devem propor um investimento em pesquisas sobre a cannabis, mediante profissionais especializados da área para reconhecer o uso da planta como um benefício para saúde de pessoas doentes, com o intuito de promover uma legalização medicinal, em prol de um bem amplo e socialmente aceitável.