Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 26/07/2020
Para a filósofa Hipátia, é preciso compreender as circunstâncias que estão ao redor, a fim de entender melhor, o que há mais além. Assim, a sociedade deve agir sobre a legalização da maconha, entretanto, a postura atual implica o ideal filosófico outrora idealizado. É um atraso, pois, em pleno século XXI -considerado como evoluído-, as divergências sobre esse assunto ainda impedem a problemática de ser justamente analisada.
Convém ressaltar, inicialmente, sobre como o mal uso da maconha afeta um indivíduo. Nesse viés, partindo de um levantamento abordado pelo jornal “BBC” mostrou que a substância não apenas consegue mudar a vontade própria do usuário, como também pode o estimular ao uso de outras drogas como crack e cocaína. Desse modo, a legalidade da substância deve ocorrer com muita responsabilidade, para que não banalize o direito à integridade física e moral de um cidadão, previsto na Constituição Federal de 1988.
Em segundo plano, vale fixar, em uma visão mais favorável, que a maconha possui um lado muito positivo para a medicina. Segundo os pesquisadores da Universidade da Harvard, o uso da substância ajuda no tratamento do câncer, bem como inibe as dores causadas pela doença. Sob essa ótica, é evidente que apesar de apresentar nocividades, também mostra ser merecedora de um espaço maior quando comparada, por exemplo, ao álcool, o qual já é liberado, no entanto, responde por inúmeros casos de acidentes de carro anualmente. Em vista disso, legalizar a maconha auxiliaria bastante para o surgimento de pesquisas e novos tratamentos medicinais.
Infere-se, então, que a droga supracitada merece ser licitada, todavia, com medidas preventivas. Sendo assim, o Poder Legislativo deve elaborar uma lei cuja a finalidade permita a venda da erva com algumas restrições, permitindo sua venda apenas em farmácias e com quantidades designadas para cada pessoa, atribuindo multas aos que burlaram a norma, além de liberar o uso da substância para tratamentos médicos. Ainda cabe ao Ministério da Educação e Cultura, por meio das verbas públicas, criar projetos socioculturais como longas-metragens, propagandas, palestras e debates sobre as nocividades da maconha, com o objetivo de que a sociedade -por conseguinte- conscientize-se. Dessa forma, o ideal de Hipátia fará mais sentido na realidade.